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Vestido

 

A sutileza, a precisão, o desejo, o erotismo, a sensualidade, os planos fotográficos fazem parte da composição do trabalho de Letícia Zica, uma jovem artista de São Paulo, Brasil que se encarregou de capturar um sentimento que parte do seu corpo e que se mistura com os espaços vivos, habitados e sentidos por ela. Entrar em seu mundo fotográfico é entrar em um mundo totalmente erótico e sutil, é indagar o corpo de uma forma diferente e sigilosa, que ao encontrar-se com a pele, se converte em vínculo condutor da sensualidade provocada pela mente, encarregada de instintos que são lembrados pelo o que é visto ou o não visto. A participação da artista paulista na exposição ABRAHADABRA realizada em Bogotá, no Museu de Arte Contemporânea de Bogotá e na galeria Casa Hoffmann inclui a percepção do corpo e do espaço divisível. Busca sentir os lugares que habitamos de diferentes formas e , desta maneira se transformam em estados sensoriais, materiais e astrais, buscando uma realidade na qual nos apegamos de forma sentimental e nostálgica. Esta realidade se converte em lembranças e energias que determinam o destino de cada pessoa. Sua obra se converte naturalmente em receptora de evocações onde as imagens captadas deixam uma marca expressiva. O tríptico Vestido se relaciona com a noção , a realidade circundante e seus fenômenos (físicos e metafísicos) que são apropriados pelos artistas, de forma que a matéria física que compõe suas obras se carregam, servindo como memória viva, fetiche, ritual, obra de arte total ou imagem complexa  que é ativada por quem realmente deseja experimentar e estabelecer contato, na medida em que nos questionamos essa noção de carga, e a maneira em que a artista opera, chegamos a aprofundar na superfície que está oculta, descobrindo seu poder animista. 

Texto escrito por Juan David Quintero Arbelaez. 

 

The Dress

 

The subtlety, precision, desire, eroticism, sensuality, the photographic plans are part of the composition of the  Letícia Zica´s work, a young artist from Sao Paulo, Brazil, which undertook to capture a feeling that part of your body and that mingles with the living spaces, inhabited and experienced by her. Get in her photographic world is entering a totally erotic and subtle world, is to ask the body in a different and confidentially way, that to meet the skin becomes conductive bond of sensuality caused by the mind, in charge of instincts they are reminded by what is seen or not seen. The participation of the Brazilian artist in ABRAHADABRA exhibition held in Bogota at the Contemporary Art Museum of Bogotá and at the Casa Hoffmann gallery includes the perception of the body and divisible space. Search feel the places we live in different ways and in this way become sensory states, materials and astral, seeking a reality in which we cling to sentimental and nostalgic way. This reality becomes memories and energies that determine the fate of each person. Her work becomes naturally in evocations of receiver where the captured images leave a significant mark. The dress triptych relates to the concept, the surrounding reality and its phenomena (physical and metaphysical) that are appropriated by artists, so that the physical matter that makes up his works are loaded, serving as a living memory, fetish, ritual, work total art or complex image that is activated by those who really want to try and make contact, to the extent that we ask ourselves this load concept, and the way in which the artist operates, we reach deeper into the surface that is hidden, discovering its animist power.


Text written by Juan David Quintero Arbelaez.